10 de Janeiro de 2018 às 10:45

MS tem terceiro maior número de casos de ferrugem asiática do país


Fonte: G1 MS

MS já registrou sete focos de ferrugem asiática na safra 2017/2018, aponta Consórcio Antiferrugem (Foto: Reprodução/TV Morena)

O ano de 2018 começou com Mato Grosso do Sul registrando os primeiros casos de ferrugem asiática nas lavouras de soja. Em um intervalo de apenas seis dias, entre 2 e 8 de janeiro, foram confirmadas sete ocorrências da doença. O número já coloca o estado como o terceiro em número de registros no país no ciclo 2017/2018, ficando atrás apenas do Paraná, que tem 53 e do Rio Grande do Sul, que tem 14 focos.

Segundo o Consórcio Antiferrugem, a parceria público-privada que atua no combate a doença, o primeiro caso confirmado em uma lavoura comercial ocorreu em Dourados, no dia 2 de janeiro. O foco foi localizado em uma área cultivada na primeira quinzena de novembro e os exames que atestaram a presença da ferrugem foram feitos pela Fundação MS.

No dia seguinte, 3, houve um novo caso comprovado, desta vez no município de Laguna Carapã e nesta segunda-feira (8), foram registrados focos em mais três municípios sul-mato-grossenses: Aral Moreira (um), Maracaju (dois) e São Gabriel do Oeste (dois).

Na safra 2016/2017, Mato Grosso do Sul registrou 64 focos da doença, o que representou uma retração de 8,6% frente aos 70 do ciclo anterior.

O que é a ferrugem asiática

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a ferrugem é considerada uma das doenças mais severas que incidem na cultura e pode ocorrer em qualquer estádio fenológico da cultura.

Plantas infectadas apresentam desfolha precoce, comprometendo a formação e o enchimento de vagens, reduzindo o peso final dos grãos. Nas diversas regiões geográficas onde a ferrugem asiática foi relatada em níveis epidêmicos, os danos variam de 10% a 90% da produção.


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