A sul-mato-grossense Renata Rodrigues salvou a vida de uma pessoa 13 anos depois de se cadastrar no Redome (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea). Em suma, a moradora de Ribas do Rio Pardo estava cadastrada no sistema de doação desde os 18 anos, mas só recebeu a convocação agora, aos 31.
Aliás, tudo aconteceu no ano passado, quando ela recebeu um telefonema da instituição a convidando para realizar um exame de compatibilidade, em Campo Grande. A princípio, ainda não se sabia se a doação, de fato, aconteceria. Contudo, após 175 dias, ela recebeu o resultado: ela era, sim, compatível com o paciente
“Eu disse sim na hora. Não hesitei, mas logo pensei: como vai funcionar? Tenho duas crianças pequenas”, disse ela, que é mãe de Liz, de 7 anos, e Leonardo, de 1 ano e 7 meses.
Então, em outubro de 2025, a mulher foi a São Paulo para prosseguir com a doação. O processo aconteceu através do método de aférese: quando o doador usa medicamentos para aumentar o número de células-tronco na corrente sanguínea, uma máquina coleta o sangue, separa as células necessárias e devolve o restante ao corpo. Todo o procedimento durou 6h.
“Quando a médica disse que tinha dado certo e que não precisaria repetir [o procedimento], eu desabei. Foi uma emoção muito grande. A gente pensa na pessoa que está do outro lado, esperando. Eu espero que esteja bem, que tenha saúde. Que isso tenha sido um recomeço. É uma experiência única. Vou lembrar para sempre com muito carinho”, explicou.
Por fim, Renata reforçou a importância de doar sangue e ser um doador de medula óssea. “Doem sangue. Se cadastrem como doadores de medula óssea. É algo que pode mudar completamente a vida de alguém”, completou.
Como ser doador de medula óssea?
Em MS, os interessados em se cadastrar no banco de doadores de medula óssea devem se dirigir às unidades da rede Hemosul em Campo Grande e no interior do Estado. Contudo, alguns requisitos devem ser cumpridos:
- Ter entre 18 e 35 anos e 9 meses;
- Não ter doença infecciosa ou incapacitante;
- Não apresentar doença neoplásica, hematológica ou do sistema imunológico.
Vale lembrar que, se houver compatibilidade com algum paciente, todo o procedimento é custeado pelo Redome/INCA/Ministério da Saúde. O procedimento acontece sob anonimato total — o doador e o paciente não sabem a identidade um do outro em nenhum momento.
Fonte: Midiamax

