O papa Leão XIV encorajou freiras clarissas a não se desanimarem com a falta de vocações, mas a encararem isso como um chamado para renovar o compromisso delas.
O papa fez essas observações ontem (21) numa audiência privada com uma delegação da Federação das Clarissas Capuchinhas da Itália. As clarissas capuchinhas, um ramo das clarissas, foram fundadas em 1535 pela freira espanhola beata Maria Lorenza Longo.
Falando sobre a falta de vocações na ordem e em toda a Itália, Leão XIV as encorajou a não se entregarem ao desespero e a reafirmar o compromisso delas com os valores espirituais.
“A redução numérica das comunidades — e o consequente medo de perder a sua autonomia — não deve perturbar ou tirar a esperança”, disse Leão XIV. “Mas sim impelir a renovar a própria vida e a um compromisso ainda maior com o acompanhamento espiritual de quem bate à porta dos mosteiros, a fazer crescer comunidades alegres e vivas onde se experimenta a intimidade com Deus, a bondade, a comunhão e relações autênticas”.
Leão XIV falou também sobre a verdadeira origem das vocações. Ele disse que as vocações não vêm de campanhas, mas da “oração, da familiaridade com o Evangelho, do silêncio, da capacidade de acolher com as próprias imperfeições e do sentir-se parte de um todo que cria a unidade”.
O papa também encorajou as freiras a priorizarem a formação contínua, promovendo uma comunhão profunda com a Igreja numa sociedade dominada pelo ruído.
“Formem-se e formem para uma clausura vivida em espírito de comunhão profunda umas com as outras e com a Igreja; para um silêncio que, numa sociedade dominada pela pressa e pelo ruído, desperte a necessidade de tempos e espaços para parar, discernir, sem medo de perder o ‘momento fugaz’”, disse.
Fonte: ACI Digital

