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Com cerca de 64 mil pessoas afetadas, MS tem 28 municípios em emergência por causa da chuva

Segundo a Defesa Civil Estadual, a situação mais preocupante no momento é Miranda (MS) por causa do rio que continua com nível alto.

26/02/2018 21:30

Famílias dos bairros Pantanal, Maria do Rosário e Nova Miranda já estão com casas alagadas em razão da cheia do Rio Miranda (Foto: Defesa Civil de MS/Divulgação)

Os últimos nove municípios de Mato Grosso do Sul a ter a situação de emergência reconhecida têm cerca de 64,6 mil pessoas afetadas pelas chuvas no mês de fevereiro. Além dos desalojados e desabrigados, também há aqueles que têm dificuldades de transitar por causa dos estragos.

A situação mais preocupante, segundo a Defesa Civil do Estado, é Miranda, onde 8,5 mil moradores tiveram de mudar seu cotidiano. O rio que tem o mesmo nome da cidade está 7,57 metros acima do nível, próximo dos oito metros para alagar.

Em Aquidauana e Anastácio, municípios divididos pelo Rio Aquidauna que chegou a 10,87 metros, e passou o de 2011 quando atingiu 10,70 m, o mais alto da série histórica. A água impediu a passagem de veículos e uma passarela foi montada pelo Exército para que as pessoas pudessem passar.

A força da água invadiu o curral de um frigorífico em Anastácio e acabou matando três animais afogados. Outros 600 foram salvos, sendo abatidos ou enviados a fazendas vizinhas. Outra unidade teve as atividades suspensas porque os trabalhadores não conseguiram chegar ao local.

Em Bela Vista, o nível do Rio Apa subiu e tirou nove famílias de seus lares.

Em Jardim, que fica a 217 km da capital sul-mato-grossense, a força das águas comprometeu a estrutura da ponte de concreto sobre o rio dos Velhos. A prefeitura interditou o local por questão de segurança, mas o trânsito já foi liberado.

Apesar dos estragos provocados, a natureza também reservou um espetáculo com a água das chuvas no início de fevereiro de uma trilha que ficou submersa na região da nascente do Rio do D’Água, em Jardim.

As chuvas fortes das últimas horas também provocaram danos nas áreas urbana e rural de Bonito. Conforme a Defesa Civil Municipal, o sistema de drenagem não tem conseguido suportar a força das águas e vários pontos ficaram alagados. Toda a população da cidade foi afetada direta ou indiretamente. Até os passeios turísticos tiveram de ser suspensos.

Ainda foi reconhecida situação de emergência por causa das chuvas de fevereiro em Nioaque, Batayporã e Corguinho. Também decretaram Antonio João, Bataguassu, Brasilândia, Caracol, Coxim, Deodápolis, Mundo Novo e Rio Verde de Mato Grosso.

Já haviam sido ratificados: Amambai, Coronel Sapucaia, Eldorado, Iguatemi, Itaquiraí, Japorã, Novo Horizonte do Sul, Santa Rita do Pardo, Sete Quedas e Tacuru (todos por decreto estadual), além de Porto Murtinho.

Rodovias

De acordo com a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) apenas a MS-475, em Novo Horizonte do Sul, e a MS-338, em Santa Rita do Pardo, estão com obras por causa de estragos provocados por chuvas.

As duas rodovias estaduais têm desvios para o tráfego de veículos.

Adiamento das aulas

Em Inocência, Itaquiraí, Bela Vista e Novo Horizonte do Sul, pelo menos 6.254 alunos da rede estadual foram afetados pelo adiamento de 11 dias sem aula. Apesar disso, a jornada pedagógica começou na terça-feira (20), segundo a Secretaria do Estado de Educação (SED).

Nesses quatro municípios no sul de Mato Grosso do Sul, o início das aulas foi adiado para esta segunda-feira (26) por causa dos estragos causados pelas chuvas desde o fim do ano passado.

Socorro

A Cruz Vermelha Brasileira de Mato Grosso do Sul lançou uma campanha de arrecadação de doações “S.O.S. Pantanal Sul” para as vítimas dos alagamentos das cidades em situação de emergência declaradas nos últimos dias.

De acordo com a Cruz Vermelha, no momento, a maior necessidade é de itens de higiene pessoal básica como papel higiênico, escova e pasta de dentes, sabonete, shampoo, pente, barbeador, absorvente higiênico e alimentos – água mineral, leite em pó e alimentos não perecíveis.