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Governo quer ampliar exportações de frutas brasileiras

No Estado, Nova Andradina tem produção diversificada

01/03/2018 08:55

Em Nova Andradina, produtores rurais já cultivam pêssego, abacaxi e maracaju – Foto: Divulgação

O governo federal lançou, em parceria com entidades do setor privado, o Plano Nacional do Desenvolvimento da Fruticultura (PNDF) para a qualidade, aumentar a produção e intensificar o consumo interno e as exportações das frutas brasileiras.

Segundo o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, o plano abrange desde novas regras para o licenciamento de uso de produtos agroquímicos até a padronização internacional dos certificados fitossanitários.

Considerada uma das mais diversificadas do mundo, a fruticultura brasileira conta com uma área de cultivo que supera 2 milhões de hectares. De norte a sul do País, uma grande variedade de espécies de frutas temperadas e tropicais são cultivadas, produzindo 44 milhões de toneladas ao longo do ano.

Para o presidente da Abrafrutas (Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados), Luiz Roberto Barcelos, as exportações brasileiras de frutas frescas têm potencial para crescer. Mas, apesar de ser o terceiro maior produtor de frutas, o Brasil ainda figura no 23º lugar entre os maiores países em exportação desses produtos. Com o PNDF, a expectativa é aumentar o desenvolvimento do setor.

As metas da fruticultura brasileira até 2028, de acordo com o PNDF:
– Participar com R$ 60 bilhões no mercado global de alimentos;

– Contribuir para que o consumo de frutas e seus derivados no mercado interno atinjam a marca de 70 kg/per capita/ano;

– Atingir o valor de US$ 2 bilhões em exportações de frutas frescas e derivados.

NO ESTADO

Em Nova Andradina, produtores familiares do Assentamento Santa Olga fizeram parceria com a prefeitura local para obterem o Selo de Qualidade Municipal e tentar aumentar a lucratividade.

No município, há produção de maracujá e abacaxi plantados na comunidade. Atualmente a produção das frutas contabiliza 150 toneladas e os produtores encontram dificuldade para comercializar toda a colheita na forma in natura.

“Estamos com uma produção muito boa que também inclui pêssego, manga e acerola. São produtos de muita aceitação no comércio e alto valor agregado. Aqui no assentamento temos 10 famílias investindo na fruticultura, porém, que com estímulo do poder público podemos aumentar os números”, disse o presidente da associação de produtores familiares da comunidade Santa Olga, Dionisio de Souza Deverra, em janeiro.