A partir desta segunda-feira (24), familiares de pessoas desaparecidas que ainda não foram encontradas poderão doar o material genético para ajudar nas investigações. A ação acontece entre os dias 24 e 28 de agosto, em Mato Grosso do Sul e em todo o país.
A força-tarefa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e terá pontos de coleta em 15 cidades do Estado. Em Campo Grande, o atendimento será no IALF (Instituto de Análises Laboratoriais Forenses), na Avenida Filinto Müller, 1.530, no bairro Vila Ipiranga.
Também haverá atendimentos nos municípios de Amambai, Aquidauana, Bataguassu, Corumbá, Costa Rica, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.
Na ocasião, as coletas de DNA de familiares são inseridas nos bancos de perfis genéticos e comparadas continuamente com amostras de pessoas, vivas ou mortas, cuja identificação ainda não foi confirmada. Caso haja alguma compatibilidade, a perícia pode ajudar na identificação.
744 pessoas desaparecidas em Mato Grosso do Sul
Neste ano, Mato Grosso do Sul já registrou 744 casos de pessoas desaparecidas, sendo 84 idosos, 25 crianças, 166 adolescentes, 168 jovens e 301 adultos, segundo os dados da Sejusp-MS (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul).
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública, com base no Relatório Estatístico Anual de Pessoas Desaparecidas e Localizadas, divulgado em 2026, produzido pela Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), revela que a maioria dos desaparecidos no país é do sexo masculino, que representa 64,9% dos registros. A faixa etária adulta, de 18 a 59 anos, concentra 64,4% dos casos.
O levantamento mostra que o número de pessoas desaparecidas inclui situações como conflitos familiares, problemas de saúde, acidentes, violência, exploração sexual, tráfico de pessoas e casos de pessoas que morreram e permanecem sem identificação.
Ambar Alert
A discussão sobre desaparecimentos ganhou ainda mais visibilidade em Mato Grosso do Sul neste mês. No dia 7 de agosto, o sistema Alerta Amber Brasil foi acionado para ajudar nas buscas por Ayla Emanuelly Pereira de Souza, uma bebê de apenas 28 dias, que desapareceu em Campo Grande.
O Amber Alert é um programa de alerta criado para ajudar na localização de crianças e adolescentes vítimas de sequestro, que inclusive foi usado em Campo Grande para ajudar na captura de Ayla Emanuelly.
No Brasil, o programa é usado em casos recentes que atendem a critérios específicos. Ao ser emitido, informações sobre a identidade da criança são divulgadas nas plataformas da Meta, como o Facebook e o Instagram, para perfis que estejam em um raio de até 160 km do local em que a criança desapareceu.
O cartaz contém dados básicos da ocorrência, além de foto da criança ou adolescente desaparecido, e fica ativo por até 24h, podendo ser cancelado antes.
O que fazer em caso de desaparecimento
Assim que uma pessoa desaparece, um familiar precisa ir até a delegacia registrar um boletim de ocorrência, independentemente do tempo decorrido desde o desaparecimento. Na unidade, deve-se informar dados relevantes da suposta vítima, tais como: nome completo, rotina, locais onde poderia estar e eventual motivo de seu desaparecimento.
Confira abaixo os locais de coleta no interior do Estado, nas páginas 30 e 31:
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Fonte: Midiamax

